quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Rubem Alves - Um caso de amor com a vida.


Só pra constar... amei fazer esse trabalho e conhecer um pouco melhor essa pessoa maravilhosa e inspiradora !!!!

RELATO – ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Aluno: Paula Cristina Barbosa Fernandes
Tutor: Flávia                                                                         Turma: 9334
Módulo: 3                                                     Data de Entrega:10/08/2011
Conferência: Um Caso de Amor com a Vida
Conferencista: Rubem Alves
Carga horária validada: ___horas.

Rubem Alves aponta algumas questões fundamentais que devem ser discutidas em educação. Quais são elas? Comente-as.

         Ao assistir a conferência de Rubem Alves, Um caso de amor com a vida, pude sentir em meu coração todas as suas palavras, e no meu entender essa é exatamente uma das questões fundamentais que ele discute, pois está presente em todas as outras. A necessidade de amor e respeito é a questão fundamental para a discussão de todos os outros temas que ele coloca em pauta, temas como ecologia, leitura, escrita, educação infantil, currículo escolar e a própria vida... para Rubem Alves a chave para todas essas questões é o amor e o respeito aliados as ferramentas necessárias e essenciais.
         Sua crítica aos atuais conteúdos dos currículos escolares mostra exatamente isso, a presente falta de respeito ao universo do aluno, a maneira “distante” em que os conteúdos são expostos e trabalhados, causando assim a falta de interesse das crianças. Para Rubem Alves é necessário que os conteúdos sejam apresentados as crianças de uma maneira mais próxima de seu “mundo”, que a criança perceba a utilidade daquilo que está aprendendo. E mais uma vez baseando seu pensamento no sentimento ele afirma que mais fácil seria se os alunos conseguissem gostar do que estão lendo, ouvindo... afirma que somente com esse sentimento é possível a aquisição real do que está sendo apresentado, não bastando apenas um trabalho voltado ao “decorar” e sim voltado a levar a criança ao desejo de conhecer. Ou seja, levar a criança a um caminho de autonomia.
         Continuando sua crítica a atual realidade da Educação ele entra no tema da leitura e nos mostra de forma brilhante a importância da prática da leitura em sala de aula. Mostra que é pela leitura que a criança ira despertar seu desejo de conhecimento e aprendizado. Quando a criança passa a gostar, passa a sentir a leitura como uma coisa mágica e interessante nasce nela o desejo de descobrir os “segredos” dos livros, ela começa a partir daí sua própria busca pelo aprendizado da escrita e da leitura. E o papel do professor nessa fase é exatamente o de fazer nascer na criança esse desejo e esse amor.
         Quando questionado sobre a presença da alfabetização na Educação Infantil ele fala em “totalidade” e faz uma comparação com o aprendizado da fala e o aprendizado da leitura e da escrita, ou seja, que deve ser realizado em sua totalidade e de forma natural, respeitando a individualidade de cada criança. Mostra que é pela boa leitura novamente que as crianças irão despertar para o mundo das letras e dos símbolos.
         No decorrer de seu discurso ele nos leva também a pensar em temas como a questão da ecologia, na necessidade de despertar em nossas crianças um sentimento mais terno de amor e respeito pela natureza. E mostra que isso pode ser feito através de coisas simples, presentes dentro da própria realidade da criança, como sua própria casa por exemplo.
         Ele finaliza de forma brilhante e inspiradora com o que ao meu ver é a sua maior lição, a chave de todo o seu discurso, finaliza afirmando que educar é antes de mais nada um ato de amor, que é preciso respeito, que é de importância fundamental saber ouvir as crianças, saber “ver” verdadeiramente o que elas desejam, o que elas sonham. Afirma que as “ferramentas” são sim importantes, mas que precisamos também saber como usá-las... e que para isso é preciso amor, dedicação e respeito sempre.
         Pensando nas questões fundamentais discutidas por Rubem Alves durante todo o percurso de seu discurso, a questão do currículo escolar, a questão da ecologia, da prática da leitura e escrita, no papel do professor, na educação infantil e na nossa própria visão como educadores, acho de fundamental importância iniciarmos de imediato nossa auto avaliação quanto aos caminhos que percorremos como educadores. Até que ponto tenho levado meu aluno ao amor pelo conhecimento ? Até que ponto tenho despertado em meu aluno o desejo de aprender ? Será que estou respeitando meu aluno e permitindo que ele encontre seu próprio caminho ? O quanto de amor tenho depositado em meu fazer pedagógico ? Será que possuo as ferramentas necessárias ?
         Nas palavras do próprio Rubem Alves (“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.”) eu tento basear meu pensamento, é por essa frase que eu quero me direcionar em todo meu caminho como educadora. Será que tenho sido asa ou será que tenho sido uma gaiola ?
         

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