sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A tragédia de São Matheus, vítimas da corrupção humana...

Pelo que tudo indica a tragédia de São Matheus tem como causa a corrupção, existe até um documento que diz que o prédio não foi lacrado porque houve um "acordo" com a fiscalização... E ficam os pais sem seus filhos, os filhos sem pais e o trauma dos que presenciaram tudo isso. Me faz pensar na imensidão de pessoas que sofrem no nosso Brasil pelas mesmas causas... cada um a sua maneira carrega no coração o trauma, a revolta e a dor que a corrupção e a falta de humanidade tem causado em tantas pessoas. Pais que perdem seus filhos para a violência desmedida, famílias desestruturadas pela pobreza estrema, pela falta do básico, filhos que enterram seus pais que morrem sem atendimento nos hospitais enquanto médicos batem ponto e vão para suas clínicas particulares atender os privilegiados de nossa sociedade tão carente de direitos e de igualdade... Eu mesma recordo com tristeza toda a dor que presenciei em hospitais enquanto acompanhava minha mãe em sua luta, nas filas para marcação de quimioterapia as pessoas se desesperam e choram, sentam nos bancos frios e olham ao redor sem ter pra onde correr, sem força para lutar, pais em desespero nos corredores gritando por um médico que ajude seus filhos, esperando dias por exames que nunca chegam, por medicamentos que nunca aparecem... Minha mãe no Ipiranga passou a noite em um corredor sangrando... E o maldito protocolo do nosso SUS que seleciona descaradamente e impõe a revoltante seleção natural aos pacientes... opera aquele que tem mais chance, recebe radioterapia aquele que tem mais probabilidade de melhora. No IBCC, onde o atendimento é pelo SUS e também pelo particular os pedidos de exames, internação e procedimentos obedecem uma fila absurda onde primeiro são atendidos os pacientes conveniados, que recebem atenção, que recebem prioridade enquanto nós do povão aguardamos com desespero por um médico que se preste a olhar em nossos olhos e que se de ao trabalho de olhar para nossos entes queridos que sofrem. Eu vi 13 pessoas morrerem naquele corredor, vi pai sentar no chão para chorar, ouvia os gritos das famílias e fechava a porta do quarto para minha mãe não ouvir também, escutava as mães e filhos revoltados gritando por um médico... na UTI perdi a conta de quantos se foram, perdi a conta de quantos saiam e desabavam na porta em desespero... Com meu pai eu tive a comprovação de como funciona nosso mundo, vi ele ser atendido rapidamente, vi ele ser operado em menos de 10 dias, vi e comprovei a força do dinheiro... todo dinheiro que tínhamos foi o que deu ao meu pai a chance de lutar e é o que tem mantido ele entre nós até hoje... O mesmo dinheiro sujo que comprou o fiscal da obra de São Matheus, dinheiro que tirou a vida de 10 jovens, que deixou uma criança que nascerá sem pai, que deixou pais que jamais irão se recuperar... Eu e minha família pagamos para meu pai viver, deixamos para trás outros que precisavam da mesma cirurgia na fila do SUS e que provavelmente morreram esperando. Na minha luta com essa doença terrível eu conheci muitas pessoas boas e honestas que carregam nos olhos a dor dessa desigualdade, gente simples que mantem a fé, que mantém a esperança e que enterra com amor os seus filhos e pais... e que seguem caminhando na indiferença de uma sociedade cega e injusta, em um mar de gente que não se importa e que entra no jogo. Nas escolas, nas ruas, nos hospitais, em todos os lugares vemos tragédias assim... mas é normal, faz parte da globalização, da "competitividade" do novo mundo... ensinemos nossos filhos a passar em cima uns dos outros e vencer, ensinemos eles a serem duros, firmes, fortes custe o que custar... cresçam, ganhem muito dinheiro e comprem o respeito e dignidade que precisarem ou morram nas obras construindo uma nova loja, morram nas portas de suas casas pelos bandidos que são sustentados pela corrupção, morram nas filas dos hospitais aguardando atendimento... Utopia querer outra realidade para nossas crianças hoje em dia, ilusão achar que se pode viver fora desse jogo sujo. Eu olhei as imagens com os pais aguardando os corpos de seus filhos, os caixões fechados e lembrei do hospital em que fiquei por meses com minha mãezinha, lembrei do meu paizinho que tanto tem lutado, lembrei das lágrimas que já vi no rosto de pessoas boas que perderam para a violência e para corrupção... Pensei em Deus , em Jesus, pensei em todo amor que poderíamos compartilhar, em todas as dores que poderíamos evitar, pensei no egoísmo humano, na maneira cruel como temos fechado nossos olhos, pensei nos governantes em suas vidas luxuosas, nos médicos em suas clínicas rodeados de madames colocando silicone, nos policiais corruptos e nesse fiscal que recebeu dinheiro para permitir essa obra... como será a vida para essas pessoas? como será viver com essas mortes nos ombros? Eu ainda sonho com aquele corredor, muitas vezes fecho os olhos e vejo aquelas pessoas mortas, ainda ouço os gritos, luto para tirar da cabeça a sensação de que poderia ter sido diferente... mas sei que vai passar, não perdi minha fé, não perdi a alegria... mas e essas pessoas... será que compensa, em seus carros de luxo, hotéis caros, rodeados por uma falsa prosperidade... não deve faltar dinheiro, provavelmente podem pagar por um bom hospital, com certeza não colocam seus filhos nas escolas públicas, os carros são blindados, as casas protegidas, podem pagar porque possuem o dinheiro que nós não temos... mas será que compensa... Muita gente me fala pra esquecer tudo isso e eu realmente quero esquecer tudo isso, mas olhando para essas pessoas hoje na reportagem que assistia eu percebi que jamais esquecerei como eles jamais esquecerão... podemos sim seguir em frente, podemos manter a fé, manter o sorriso no rosto, podemos manter a cabeça erguida e o coração aquecido pela esperança, mas esquecer jamais esqueceremos... é o tipo de coisa que não se apaga em uma vida apenas... fica gravado na gente por dentro, muda tudo ao redor, transforma de uma maneira intensa tudo que vivemos... Cada vez que vejo um pai enterrando seu filho, cada vez que vejo uma vida se perder para o egoísmo humano eu sinto a ferida se abrir um pouco e me dá uma certa tristeza por não ser forte o suficiente para cicatrizar isso de vez... É assim que viverão essas pessoas, seguirão em suas vidas com fé e amor mas para sempre carregarão no peito a dor dessa revolta... a pergunta que nunca se cala... Sei que é errado, sei que mágoa e revolta não adicionarão nada, sei que muito tenho a agradecer, que muito tenho recebido, sinto profundamente o amor de Deus em minha vida... mas esse pontinho escuro permanece aqui dentro e essa questão que fica latejando no peito... porque... porque tem que ser assim... Deus me ajude a tirar do peito essa sensação, essas imagens e Deus ajude essas pessoas a seguirem em frente. Minha oração vai hoje para esses que conseguem entender o que sinto, para esses que sabem o que é essa dor... e vai também para os que não compreendem, para os que não possuem a sensibilidade necessária para sentir a dor do outro... E que Deus tenha piedade de todos nós aqui nesse mar de gente perdida e sem esperança...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Visão espírita da gravidez

O Espírito a ser incorporado a um feto, já muito antes do evento da concepção já está predestinado a sua missão no seio daquela família, muitas vezes ele sabe por instinto, por sua evolução, outras vezes não sabe e nem imagina qual será seu destino, isso depende muito do esclarecimento que seu espírito tem, também depende da necessidade de que ele tenha esta informação de maneira prévia por um bem que isso possa causar.

Esta informação nunca é dada ao espírito por simples curiosidade, mas sempre por motivos claros e muito importantes, motivos estes que vão ser benéficos a ele em sua nova passagem de volta.


Primeiro Mês

No primeiro mês o espírito já está ligado ao feto por um fio muito fino, sua consistência é pura energia, nesta hora ele começa a sentir um torpor, uma certa sonolência.

Ele ainda tem a consciência da vida espiritual mas já se sente deslocado, afastando-se.

Para pensar fica mais difícil, o fio que os une fica mais grosso, no final do primeiro mês ele já tem mais ou menos dois milímetros de diâmetro.

O espírito experimenta a confusão mental, seu corpo imaterial está se ligando firmemente a um corpo material que ainda não está totalmente formado.

Seu perispírito começa a tomar a forma de um feto em desenvolvimento, diminui de tamanho.

Nesta hora o espírito esta morrendo para o plano espiritual e nascendo para o plano material.

O contato da matéria espiritual e do feto causa um endurecimento na forma de pensar, fica valendo mais a dinâmica do pequeno cérebro que ali esta se formando.

Segundo Mês

Ainda com um mínimo de consciência o espírito procura um contato com seus futuros pais, tenta participar de sonhos durante a noite, tenta uma aproximação, tem vontade de se revelar e pedir a seus pais que o aceitem, sente ansiedade.

Sua espiritualidade, seu humor, seu bem estar está ligado a mãe, quando a mãe está nervosa, triste ou cansada, o feto mesmo com dois meses sente.

Além de sentir  como sua mãe está ele já tem uma pré visualização do caráter e dos valores de vida de sua futura mãe, sabe do seu intimo, de seus pensamentos mais profundos.

Neste momento o pequeno cérebro do bebê ainda não está pronto para receber a personalidade que o espírito carrega consigo.

Mas ao mesmo tempo milhões de transmissores no cérebro, neurônios já vão se formando, pouco a pouco vão guardando e recebendo informações de sua nova personalidade.

Terceiro Mês

O cordão que une o espírito ao feto já é mais grosso, na mesma espessura do cordão umbilical, só que de pura energia.

É uma energia fluídica, ela tem ação no plano espiritual, sua consistência é como a luz, foi gerada com o ato de uma nova vida, sua origem é o espaço, o Universo, é de Deus.

Este cordão liga o feto ao espírito serve como um elo de ligação, uma transmissão, nesta hora o espírito fica sempre próximo a mãe, ao seu lado.
Se a mãe tem problemas de aceitação da nova gestação, ou problemas de relacionamento com seu parceiro, ela envia energias ao feto sob a forma negativa, estas energias são perigosas e podem prejudicar o feto na formação.

O espírito sente nos mínimos detalhes os sentimentos da Mãe e do Pai com relação a sua aceitação.


Quarto Mês

Há esta hora o espírito que está ligado ao feto está completamente adormecido para vida espiritual.

Começa a ter uma vida intrauterina, ele brinca, se mexe, sua ação é como a de um bebê em formação, às vezes este período se dá no terceiro mês.

Suas lembranças de vidas passadas e da vida espiritual são transferidas ao perispírito, por sua vez ao corpo material, estas lembranças ficam no subconsciente adormecidas.

No pequeno cérebro fica gravado vagas lembranças, as coisas que o espírito sabe, que aprendeu de vidas passadas, suas experiências como tocar música, situações que marcaram muito, ficam guardadas, de forma que quando ele crescer vai ter mais facilidade ou aptidões ligadas a experiências do espírito.

Se em uma vida passada o espírito foi um músico, o bebê vai ter ao nascer as aptidões para música, se este espírito em uma vida passada faleceu de morte por afogamento, nesta nova vida ele vai ter um trauma natural pela água.


Quinto Mês

Neste mês o espírito já com seu perispírito anexado ao bebê pelo fato de haver a ligação de um cordão de energia entre os dois, faz com que o espírito seja atraído para junto de seu perispírito.

Nesta hora o espírito se incorpora de maneira definitiva ao bebê e começa a ter informações vindas do celebro com mais intensidade, carinhos que a mãe faz, vozes, barulhos, tudo isso vai ficando registrado.

O espírito do bebê que já está ali dentro da barriga da mãe, adormecido parcialmente, tem sua consciência do mundo material se instalando gradualmente, a consciência do plano espiritual já ficou guardada.

Usando os neurônios ainda em formação do bebê, ele tem no início dificuldades de raciocínio, nesta hora o espírito já está pensando como um bebê. 



Sexto Mês

No sexto mês em diante o espírito já está completamente em nosso mundo, já reencarnado, daí para frente ele procura se adaptar ao novo corpo que lhe foi dado por Deus.


Seus pensamentos são inocentes, as energias estão renovadas e no plano positivo do mundo em que vivemos.

Dessa forma esta nova vida vai ter uma chance de recomeçar do zero em sua nova chance de vida.


O espírito troca a experiência pela inocência.


Com esta inocência, este recomeço lhe é dado a chance de resgatar seus antigos carmas de outras vidas, sem que sinta mágoa e nem ódio de ninguém, muitas vezes um adversário antigo no seu plano de reencarnações está bem próximo, em sua nova família.

Com isso mesmo um inimigo antigo acaba sendo nesta nova vida que está vindo, uma chance de uma reconciliação, uma chance de perdão.

Após um período de adaptação do espírito a plena consciência de que ele vai retornar a vida terrestre, após a ligação do feto com o espírito o pequeno celebro no bebê que está se formando recebe a morada definitiva do espírito. 

A partir daí já estão formados os laços que o prenderão por toda a vida ao seu novo corpo, como o espírito ainda tem impressões de suas vidas passadas em seu intimo, ele demora um pouco a assimilar as novas genialidades que poderá adquirir com a nova encarnação.

Estas genialidades são o caráter de sua Mãe e seu Pai, as virtudes e sentimentos de alegria e tranquilidade, os novos valores que serão adquiridos na educação, o amor que sentirá mesmo estando ainda dentro do útero materno, tudo isto se somará a nova personalidade do espírito que virá a vida material.


Quando existe a rejeição por parte da Mãe, falta também o vinculo no plano espiritual, sentimentos que são contrários a nova vida, geram energias que são negativas ao ambiente intrauterino.

As paredes da placenta recebem estas energias no lado externo, o cordão umbilical que liga a Mãe ao feto transmite estas energias, só que quando elas chegam ao feto são transformadas de imediato pela força da criação em energias boas.

Estas forças são imensas e protegem o feto, a gestação está acontecendo por desígnios de Deus e tem seus motivos que só são entendidos por Deus.

Ninguém neste mundo está autorizado a decidir se uma gestação vai ou não vai chegar ao fim, só em Deus existe o poder de decidir sobre a extinção ou a continuidade de uma nova vida.

Mesmo uma Mãe tendo milhões de motivos materiais e terrenos, como falta de emprego, falta de dinheiro para sustentar um filho, falta de um companheiro, mesmo nos mais pobres dos lares ou nos mais ricos, a ninguém é dado o direito de exterminar com uma vida.


Sétimo Mês

No sétimo mês de gestação o celebro do bebê ainda em desenvolvimento final não está preparado para receber a consciência e a personalidade do seu espírito, estas funções ainda ficam como que adormecidas.

Também sente sua individualidade e seu modo de pensar adormecido, o bebê está restrito ainda aos primeiros instintos humanos, fome, dor, sono, alegria, tristeza, os movimentos do bebê são involuntários e sem coordenação motora.

A verdadeira personalidade que está estampada no intimo do espírito só aparece entre os seis e sete anos, isto porque primeiro ele precisa receber nos primeiros anos de vida a educação, o amor e o caráter de sua família.

O espírito tem ligeiros momentos de lucidez onde ele vê sua próxima encarnação e seus resgates de antigos carmas que ele precisa fazer, perdão que ele vai ter que conseguir de antigos relacionamentos de outras vidas.

Muitos espíritos ainda sem evolução espiritual se intimidam por saberem que sua nova vida vão ter que passar por momentos difíceis.

Outros que já tem um pouco mais de adiantamento espiritual, ajudam a sua próxima família a recebê-lo em sua nova jornada, costumam visitar sua nova Mãe e Pai em sonhos durante a noite.

A concepção de uma nova vida é abençoada por Deus, as dores e os sofrimentos de uma Mãe antes do parto são recompensadas a ela pelo amor que ela vai receber em seguida.

Este amor não é um amor comum, não é um amor de filho para Mãe, um amor espiritual que atravessa encarnações.

Oitavo Mês

O espírito já inteiramente lúcido e ligado ao seu novo corpo já não pertence mais ao mundo espiritual.

A ansiedade toma conta de seu ser, tudo que ele deseja é que o parto seja breve e que tudo saia bem, ele escuta a voz de sua Mãe e seu Pai, sente o amor que vem dos dois.

Em sua mente já sabe que vai nascer para o mundo, em suas lembranças não sabe mais que está reencarnando, nem sabe sobre suas vidas passadas, um novo começo se abre em seu horizonte.

Nono Mês

Nesta fase o espírito sabe que irá ter uma nova chance e vai começar do zero, até a sua inteligência e seu conhecimento ficaram adormecidos, sua aparência vai ser de um bebê com a inocência divina, um anjo que nasce, a doçura e a fragilidade nos cuidados só despertam os instintos de Mãe.

Esta é a contribuição de Deus para o mundo um dia ficar melhor, a cada momento nasce um anjo novo, uma nova vida.